NUDI UFSM

Blog do Núcleo de Direito Informacional da Universidade Federal de Santa Maria.

A influência azul

Chove em Santa Maria.

Na semana em que o Ministério dos Transportes sofreu mais algumas significativas perdas no seu quadro de funcionários, resultado de contundentes denúncias de superfaturamento, e a última adaptação para o cinema da série Harry Potter, da britânica J.K.Rowling, bateu recordes de faturamento na sua estreia, falaremos sobre a influência.

Não da influência política para desvio de verbas do Ministério, ou daquela que leva milhões de pessoas ao cinema e os emociona com o final de uma saga, mas a influência de uma rede social: o twitter.

Qual será o passarinho que pia mais nessa rede social? e quão alto o seu pio chega?

Depois que o New York Times publicou pesquisa em que Rafinha Bastos aparece como a pessoa mais influente no twitter do mundo, desbancando personalidades como Barack Obama (7º da lista) e Luciano Huck (10º), uma pergunta encucou algumas pessoas espertas: o que mede esse poder de influência? o que fazer com essa influência?

Segundo a pesquisa encomendada pelo NYT, não é o número de seguidores que determina a influência do usuário do twitter  (por ex: Lady Gaga é a maior em número de seguidores e não figura entre os dez mais influentes), mas sim o número de vezes que o usuário é mencionado nos tweets e quantos tweets seus são retweetados. Ou seja, de nada adianta possuir um “mar” de seguidores e não tweetar com frequência, a diferença se dá na amplitude da repercussão dada pelos seguidores de cada usuário do twitter.

A questão mais latente, todavia, é o que fazer com esse poder sobre a rede social. Poderíamos supor que assim como um comentarista de telejornal, os twitteiros mais influentes poderiam ser formadores de opinião? Ou, quanto valeria um tweet da pessoa mais influente para divulgar uma marca, ou um produto? São coisas a se pensar, reflitam.

O tiozão do twitter e seus questionamentos.

William Bonner já tentou medir essa amplitude de influência realizando uma brincadeira na rede social: ele recomendou o twitter de um seguidor, que possuía (antes da recomendação de Bonner) 180 seguidores, e após o tweet do âncora de telejornal passou a contar com nada mais que 755 seguidores. Legal, não?

O certo é que as mensagens de redes varejistas no twitter já causam profundo impacto no capitalismo moderno, como percebido em reportagem do e-commerce “66,1% dos usuários do Twitter afirmam que mensagens de varejistas na rede social os influenciam na decisão sobre a compra de um produto ou na escolha de algum vendedor, de acordo com pesquisa realizada pela Compete entre abril e maio de 2011.” Dados reiterados nessa outra reportagem, do próprio e-commerce, em estudo encomendado pelo MercadoLivre, que “indica que 58,9% dos entrevistados buscam informações sobre produtos e serviços em mídias como Facebook, Orkut e Twitter antes de efetuar sua compra. Este número é ainda mais expressivo entre os brasileiros, superando 61,4% – o maior índice entre todos os países que participaram do levantamento.”

Quer medir a SUA influência no mundo dos passarinhos? Use o tweetrank!🙂

Ah, nossa querida Anna pediu para avisá-los, ávidos leitores, que o post dela atrasou por alguns motivos (obscuros?) que ela certamente esclarecerá amanhã, quando publicará sua postagem.

Até quarta que vem!

PS1: para acessarem as fontes das notícias cliquem nas palavrinhas sublinhadas!

Piu!

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