NUDI UFSM

Blog do Núcleo de Direito Informacional da Universidade Federal de Santa Maria.

Influências do virtual no cotidiano

– e vice-versa!

Nesta semana em que o NUDI voltou a ser movimentado, com o reencontro de seus pesquisadores no início do novo semestre da faculdade e a preparação para eventos locais, os jornais tem estado ocupados em torno das relações entre Direito e novas tecnologias da informação e comunicação – e a polícia também!

Nos últimos dias, duas prisões decorrentes de atitudes na Internet se tornaram assunto principal de notícias.

Os hackers contra-atacam.

Uma delas na verdade foi na semana passada: no dia 1º de agosto foi preso um jovem do Reino Unido, suspeito de ser membro do grupo hacker LulzSec. Em seus computadores foram encontrados dados sigilosos de mais de 750 mil pessoas. O britânico tem audiência marcada para o dia 30 de agosto, e enquanto isso usa uma tornozeleira eletrônica e deve ficar sem acesso à Internet (fonte).

Em represália a isso, outro grupo hacker, o Anonymous, recentemente divulgou 10GB de informações sigilosas, conseguidos em operação conjunta com o LulzSec (fonte). Vale mencionar que a extensão brasileira deste grupo divulgou 8GB de informações sigilosas da Polícia Federal brasileira. Aparentemente, vai longe o confronto entre hackers e entes governamentais; enquanto isso, como ficam os dados de quem está de passagem nesse campo de batalha? Os objetivos divulgados dos grupos se voltam para o combate à corrupção, mas não parece haver um consenso total, e os ataques demonstram serem ainda bastante vulneráveis os fluxos de informação. Ao mesmo tempo, essa vulnerabilidade está sendo usada para impulsionar ativismos políticos; surge uma nova forma de pressão sobre as instituições públicas – ou sobre as pessoas por trás da administração delas. Quais serão as repercussões?

Outra prisão, noticiada em 9 de agosto, foi a de um jovem na Escócia, que queria reproduzir em Glasgow os tumultos que ocorreram em Londres, Burmingham e Bristol. Ele não soube usar da sutileza de seus inspiradores (que vimos no último post do Rafael que usaram mensagens SMS criptografadas via Blackberry) e criou uma página no Facebook, o que tornou a iniciativa pública – chamativa e fácil de rastrear – e causou sua prisão pela polícia escocesa (fonte).

Discurso pacifista nas redes sociais.

A página, com o título “Let’s start a riot in Glasgow” (“vamos começar um tumulto em Glasgow”), foi removida pela administração da rede social (fonte). Em contraponto, apesar de as redes sociais não estarem com a melhor das famas por estes tempos de invasões hacker e de discursos de ódio, tão em evidência nas mídias, no Facebook existe uma página chamada “Let’s NOT start a riot in Glasgow” (“NÃO vamos começar um tumulto em Glasgow”), com a proposta de se manifestar contra ações violentas ou discriminatórias. A influência do ativismo pela pacificação é algo a se investigar; 15.102 pessoas “curtiram” aquela página até o momento de publicação deste post (fonte).

Semana que vem continua a série de posts sobre notícias? Fiquem atentos. Bom final de semana!

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