NUDI UFSM

Blog do Núcleo de Direito Informacional da Universidade Federal de Santa Maria.

Reviravoltas no mundo dos vírus e hackers: chineses como vítimas e Facebook em parceria com o “inimigo”

Em post recente foi noticiado que a China teve sua imagem desgastada devido à suspeita de que o maior ataque hacker de todos os tempos teria procedido do país. As autoridades chinesas se absteram de respostas oficiais. Há poucos dias, entretanto, esta imagem “vilanesca” foi ofuscada. A mídia estatal chinesa, no último dia 29, anunciou que a China é um dos países – se não o país – mais vitimado por ataques hacker. Para comprovar essa condição de donzela em apuros virtuais, a agência oficial de imprensa Xinhua divulgou que, em 2009, mais de 42 mil sites chineses sofreram distorções por ação de hackers. O Ministério de Segurança Pública do país não deixou por menos: estimou que oito em cada dez computadores mandarins conectados à Rede são controlados por hackers. Como resposta, a Corte Suprema e a Promotoria chinesa prometem reforçar sua luta por segurança virtual, aplicando punições inclusive criminais aos envolvidos. Será que essa posição enérgica conseguirá eclipsar as suposições levantadas por Jim Lewis – de que chineses são os responsáveis por ataques hacker em massa? E quem seriam os hackers que atacam sites da China? Anônimos internacionais? Fogo amigo? [Fonte A]

…mas nem tudo que diz respeito a hackers acaba em briga. Ao invés de uma atitude repressiva, por que não tirar proveito do conhecimento e das experiências de um hacker? “Se não pode vencê-lo, junte-se a ele”. Ou ainda melhor: convide-o para trabalhar para você. Foi o que fizeram empresas como a Microsoft [Fonte B] e a Apple [Fonte C], recentemente alvos de jovens invasores que hoje trabalham na identificação e supressão de falhas em seus sistemas de segurança. Quem melhor do que um hacker para essa tarefa? Mais eficiente ainda quando sob pressão competitiva. Assim pensam os administradores do Facebook, que, em julho, criaram um sistema de recompensas para aqueles que divisarem brechas de segurança na propalada rede social. Embora haja hackers de meia tigela que aleguem falhas falsas, reporta-se que a competição tem trazido bons resultados. As recompensas partem de 500 dólares, sendo que, na segunda-feira passada (29/08), um ávido caçador chegou a faturar U$7.000,00 [Fonte D]. Estima-se que o Facebook já desembolsou U$40.000,00 de pagamento no processo [Fonte E]. Por mais segurança na rede da moda, vale a pena, não?

Entre atos repressivos e atos produtivos e à espera de novos turn of events – que certamente ocorrerão, afinal os mundos, o mundo não para -, despeço-me. Até a próxima!

Hackear pode ser legalmente rentável. Sério.

Hackear pode ser legalmente rentável. Sério.

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