NUDI UFSM

Blog do Núcleo de Direito Informacional da Universidade Federal de Santa Maria.

Saudações, terra brasilis!

Boa noite, leitores!

Portugal!

Após um considerável período de sumiço, vosso postador das quartas-feiras está de volta. A razão para tal ausência aqui do blog nada tem a ver com um possível sequestro de minha pessoa, mas sim com uma mudança geográfica importante.

A partir de hoje, além do NUDI já ter adquirido diversos novos integrantes nos últimos dias (é de assustar a velocidade de crescimento deste núcleo de pesquisas, numa classificação econômica ele seria certamente um núcleo “emergente”), ele está ganhando um correspondente internacional!

Diretamente da cidade do Papa do Constitucionalismo, o Sr. J. J. Gomes Canotilho, este que vos fala passará a alimentar o blog nas já habituais quartas-feiras. Para os desinformados, a Santa Sé a que me refiro é a charmosa cidade de Coimbra, em Portugal.

Bem, como sabem, apesar das coisas não andaram tão feias aqui quanto na Grécia, Portugal é um dos países que mais sofre com a crise internacional. À primeira vista, com suas ruas, estradas e ferrovias impecáveis, carros de luxo, e áreas públicas bem preservadas, o país não parece afetado. Ledo engano, basta apenas olhar para a capa de algum jornal ou conversar 15 minutos com um português que descobriremos o quão f* está o país. Não por acaso, notam-se muitos lugares pichados com frases de protestos ao FMI, a grandes empresas portuguesas e ao governo de Portugal. Além dos constantes levantes contra as medidas de austeridade gradualmente impostas à população verde-rubra.

Este pesquisador e a majestosa Universidade de Coimbra.

Apesar do pessimismo do povo português, que cogita até a falência do regime democrático atual e a necessidade de uma nova alternativa para o sistema, ele se mostra bastante ativo na tentativa de impedir que o Estado Português sucumba a esses tempos tempestivos contemporâneos. Principalmente os jovens, que prestes a completarem a graduação nas universidades do país não possuem perspectivas de emprego num futuro próximo. E, por mais estranho que pareça, fico muito feliz de estar no meio da confusão e poder acompanhar tudo de perto, aliás, passados os primeiros dias, já começo a me sentir um pouco em casa por aqui. O povo português está bastante integrado à cultura brasileira, e isso facilita as coisas para mim e para eles.

O maior choque cultural que tive por aqui foi notar a diferença no grau de educação (em termos de conhecimento e cultura geral) dos portugueses em relação aos brasileiros, um negócio abissal e preocupante (para nós, brasileiros, ditos uma das futuras potências mundiais). E, o que me chamou bastante atenção foi a inexistência de roletas nos autocarros (ônibus) e de cobradores, e ninguém tentando se esquivar do pagamento da passagem (alguém arrisca um sistema assim, aí no Brasil?).

Enfim, hoje só apareci para dizer que continuarei a aparecer, mesmo estando do outro lado do Oceano Atlântico.

Até semana que vem.

A cidade dos estudantes, Coimbra.

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