NUDI UFSM

Blog do Núcleo de Direito Informacional da Universidade Federal de Santa Maria.

Quem nasce lagartixa nunca será jacaré.

Esta bela frase aí do título, que faz referência à Chanceler Alemã Angela Merkel, foi retirada de um jornal econômico português que eu lia hoje pela manhã aqui em Coimbra. Confesso que não entendi direito o objetivo do uso do ditado, mas penso que tem algo a ver com a atual falta de grandes estadistas europeus que possam gerir e lidar com as colapsadas economias velho-mundianas. Devo confessar que ler os jornais portuguesas é bastante divertido (talvez nem tão divertido assim, visto que a crise econômica ocupa 80% das notícias e faz previsões de dar frio na espinha até deste filho da pujante nação tupiniquim que vos escreve), no topo da página de que retirei este excerto dizia: “É política, estúpido!”. Em uma coluna de opinião lia-se que a Grécia é um pobre mal-agradecido, e que a UE deveria dinamitar a acrópole para os gregos aprenderem a ser mais colaborativos nesses tempos de crise. Noutra, um desesperançado economista fazia previsões apocalípticas sobre a dívida portuguesa que terminaram assim: “Ave Maria, cheia de graça…”

Bom, Bom…

A despeito do mau humor da zona do euro (vide o referendo confirmado, e agora cancelado, dos nossos amigos adoradores de Zeus; para ver o que a Grécia pode desencadear veja este infográfico), também há coisas alegres e inovadoras na terra de Dom Afonso Henriques.

Navegando por aqui achei um site bastante interessante que (se me permitem o pleonasmo) pode interessar vocês, leitores do NUDI. Trata-se de uma ideia de “reciclagem”, objetos pessoais velhos (ou novos), quinquilharias, coisas, roupas, eletrônicos, sapatos, livros, sofás, coisas da vovó… e internet!

Trata-se do Dou.pt , definido pelo Expresso como um sistema de doações online. E por quê ele existe? O Dou.pt nos explica:

“Uma casa arrumada é uma mente descansada. Quando nos dá a fúria arrumadora, porque haveremos de deitar fora as coisas que nos parecem a mais, se ainda podem ser úteis para tantos?

Nas mãos de outras pessoas as coisas podem renascer, continuar a ser estimadas, arranjadas, aproveitadas para peças, talvez até para fazer esculturas! Não lhe parece um desperdício que acabem num aterro?

Dê. Vai ver que dá jeito a alguém!”

Legal, não? É bom ver que ideias tão simples, aliadas à internet, resultam em coisas grandiosamente boas e úteis. A primeira coisa que pensei quando vi o site foi: “barbaridade, como não pensei nisso?”. Agora nos resta ficar de olho e acompanhar o site para ver se a coisa anda.

Não vou me alongar muito hoje, que o tempo aqui em Portugal é mais curto. Pelo menos o meu tempo disponível. Então, explorem o Dou.pt e semana que vem conversamos mais.

E, para me despedir…

“Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

(…)”

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