NUDI UFSM

Blog do Núcleo de Direito Informacional da Universidade Federal de Santa Maria.

A democracia digital na sociedade informacional

Uma reflexão sobre a exclusão tecnológica… Ótimo fim de semana!             

             No final do século XX, o mundo assistiu a uma revolução tecnológica responsável pelo surgimento da Internet. O que antes sequer era cogitado concretizou-se: a união entre tecnologia e informação em tempo real formou um esquema flexível indispensável à comunicação global. Entretanto, essa “explosão tecnológica” acarretou uma divisão digital acentuada, da qual fazem parte as classes mais desfavorecidas e os mais idosos. Diante disso, como fica a relação entre sociedade informacional e democracia?

            Certamente, abalada. Uma vez que a participação democrática pressupõe o direito de todos participarem, teoricamente seria preciso universalizar o acesso à informação. Mas, na prática, isso é uma utopia. Basta recorrer-se aos dados referentes à pesquisa sobre o uso das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) no Brasil no ano de 2010: o perfil predominante de usuários é o de jovens entre 16 e 24 anos das classes A e B cujo acesso se dá em casa e com a finalidade principal de acessar redes de comunicação social. Além disso, dos que ganham 10 (ou mais) salários mínimos, 89% conectam-se frequentemente à Internet contra 6% daqueles que ganham cerca de um salário mínimo. Ou seja, há uma verdadeira bipolarização entre as classes sociais e, também, entre as faixas etárias.

            Assim, é evidente que a “teia” informacional está muito aquém das expectativas democráticas de inclusão tecnológica, por deixar de lado determinados grupos sociais. Faz-se necessário, portanto, que o próprio Estado se encarregue de implementar programas de inclusão digital a quem tem sérios entraves ao acesso à Internet. Uma boa ideia seria, por exemplo, jovens dispostos a ensinar em comunidades carentes e, por que não também aos mais velhos, sobre como acessar a rede e a vasta gama de informações, e até mesmo fiscalizar a ação do Estado, procurar onde estão sendo gastos os impostos pagos pelo contribuinte. Desse modo, o povo pode perceber a sua verdadeira força (desde que unido) para que possa protestar contra ilicitudes tais quais desvios de verbas públicas e a criação adiáfora, dispensável de 5070 novos cargos de vereadores no Brasil – agora são em torno de 56 mil: uma máquina burocrática abarrotada de ineficiência e que sobrevive da tepidez e da preguiça dos brasileiros em fiscalizá-la. 

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