NUDI UFSM

Blog do Núcleo de Direito Informacional da Universidade Federal de Santa Maria.

A (incipiente) liberação da palavra

               O post de hoje é, na verdade, mais um chamamento para nós, cidadãos, que todos os dias nos alimentamos de informações, notícias e opiniões no decorrer das nossas relações com as pessoas, assistindo televisão, ouvindo rádio e/ou acessando a internet.

                  Por muito tempo, os meios de comunicação de massa foram, quase exclusivamente, nossa única fonte de informação. Estes se caracterizam pela lógica um-todos, quando um pequeno número de pessoas emite conteúdo para um grande público receptor. Além disso, essa informação chega até nós com frequente distorção dos fatos e interpretações pautadas pelos intere$$es desses grupos. O Brasil apresenta ainda uma particularidade: dez famílias comandam os principais meios de comunicação privados. Ou seja, eles influenciam o que a sociedade vai ou não discutir, quais conteúdos serão ignorados, o modo como serão abordadas determinadas questões, e assim, formam a poderosa (e temida) opinião pública.

       Hoje, já percebemos mudanças nesse quadro. A internet mostra-se como elemento fundamental, pois apresenta uma alternativa à maneira como consumimos conteúdo informacional. Ela baseia-se na lógica “todos-todos” das mídias interativas, ou seja, um número muito maior de emissores com adicional da característica conversacional. Vemos uma gradual liberação da palavra e, assim, cresce a liberdade de produzir material informartivo. A liberação do polo de emissão da informação possibilitou uma pluralidade de fontes onde o cidadão pode buscar a notícia, inclusive discursos que sempre foram barrados pelos meios massivos.

A partir daí, surge também um novo cidadão que não precisa restringir-se mais somente aos conteúdos apresentados pelos meios de comunicação de massa, mas tem a possibilidade de acesso a múltiplas fontes e uma liberdade de escolha largamente ampliada. Além disso, outra característica importante dos meios pós-massivos é a interatividade que ele proporciona. Hoje, O antigo receptor de informação já se torna também emissor. Os blogs, facebook, microblogs propiciam a troca de conteúdos e opiniões entre internautas, formando um espaço de discussão online.

             Claro que essa emergência de mídias alternativas não pode nos alimentar de falsas ilusões. São vários os problemas que surgem como, por exemplo, a exclusão digital que deixa à margem dessas transformações grande número de pessoas. Há, ainda, a questão de tornar esses novos meios de comunicação mais conhecidos. Isso sem falar dos vários processos que blogueiros estão sofrendo contra a sua liberdade de expressão. Mesmo assim, a internet tem se mostrado um ótimo mecanismo para liberação da palavra se soubermos utilizar suas potencialidades.

               Mas e você, também acha que a internet pode ser uma alternativa para romper (ou provocar pequenas rachaduras) com o monopólio da distribuição da informação pelos meios de comunicação massivos? Já procura se informar através de fontes alternativas e independentes? Já busca opiniões e críticas diferentes das apresentadas pela televisão, através da internet? Já é também emissor de informação com as ferramentas da web?

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