CNJ Acadêmico: O Judiciário em busca de um feedback qualificado

Pesquisar sobre o Judiciário, às vezes, pode parecer algo fora do campo prático de resultados imediatos. Afinal, parece que qualquer resultado alcançado nessa área pode, a curto prazo, não chegar nem perto de quem tem potencial de colocar em prática soluções encontradas, ou encontrar respostas aos problemas apontados. A academia, no Direito, pode parecer um mundo à parte do chamado mundo da vida real. É com essas frases um tanto pessimistas (e de certa forma lugares-comuns entre quem olha a pesquisa de fora) que abro o post de hoje, mas só pra dizer que nem sempre é assim.

Outro dia, visitei o site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e fiz uma descoberta bastante interessante: no dia 11 de abril, foi noticiada a abertura de um seminário baseado na parceria entre o CNJ e a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes): o seminário CNJ Acadêmico. O objetivo do evento é justamente criar um espaço no qual o Judiciário ouve o que os pesquisadores têm a dizer sobre ele. A parceria oferece bolsas para pesquisas sobre pontos positivos e desafios a serem superados pelas instituições jurídicas.

Essa troca entre teoria e prática traz uma perspectiva diferente daquela de quando se faz estágio e se descobre que algumas partes da teoria não dão certo na prática. É a prática levando os problemas de volta a quem pode estudá-los aprofundadamente. Ou seja, é o “mundo da vida” buscando apoio na pesquisa, segundo eles mesmos, para “definir melhor as políticas públicas que visam desenvolver as instituições do Poder Judiciário”.

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Um diálogo entre o mundo das ideias e o mundo da vida no Judiciário, com enfoque para as TICs!

E os responsáveis pelo projeto parecem bastante interessados no que as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) podem trazer de novo para as propostas; dentre os temas de interesse das pesquisas, estão “o uso da tecnologia da informação no aprimoramento do Poder Judiciário; tecnologias semânticas e sistemas de recuperação de informação jurídica e transparência”. Mais do que nunca, o Judiciário parece perceber o potencial das TICs e a importância de pesquisas sobre como aliá-las ao seu modus operandi.

Acompanharemos com entusiasmo o desenrolar dessa parceria!

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2 thoughts on “CNJ Acadêmico: O Judiciário em busca de um feedback qualificado

  1. Edson

    Olá, Lahis.

    Tenho despertado bastante interesse em aliar a pesquisa acadêmica na área de TI com as diversas necessidades do Poder Judiciário.

    Depois da notícia do dia 11/04/13, sobre a abertura de um seminário baseado na parceria entre o CNJ e a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes), pesquisei um pouco a cerca do tema e vi que desde 2010, pelo menos, já havia uma parceira (forte, acredito eu) entre o CNJ e o CAPES, conforme link: http://www.capes.gov.br/bolsas/programas-especiais/cnj-academico

    Você já havia constatado esse fato?

    Grande abraço!

    1. Oi, Edson,
      Já tinha ouvido falar, há algum tempo atrás, no CNJ Acadêmico, então sabia que ele já existia antes do seminário divulgado, mas não sabia de que se tratava, exatamente, e até agora não tinha informação de quando tinha começado a parceria.
      Pelo que acessei no link da Capes agora, o edital para os projetos de pesquisa participantes foi em 2010; espero que abra para participação de novos projetos com o tempo.
      Agradeço pelo teu comentário e pela contribuição!
      Abraço

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