NUDI UFSM

Blog do Núcleo de Direito Informacional da Universidade Federal de Santa Maria.

Links possíveis entre a e-justiça e o jornalismo de dados

No post anterior, a Letícia relatou a participação dos professores do NUDI em eventos aqui em Curitiba (onde me encontro temporariamente). Um deles foi o II Congresso de E-Justiça da UFPR, do qual também participei, e cujo tema tem links – literalmente – com a postagem de hoje.

Quem acompanhou  o evento deve ter ficado refletindo sobre os dados do Poder Judiciário e sua maneira de organização e divulgação.

O fato é que existem, desde que o Judiciário reconheceu que era inevitável usar a informática, computadores e redes para continuar funcionando, muitos dados armazenados digitalmente sobre esse Poder e sua atuação. Essa informação tem um papel crucial na democracia; de posse dela, os cidadãos podem fiscalizar as instituições e conferir sua eficiência, e elas mesmas podem usar as estatísticas para se tornarem mais eficientes.

A questão é como esses dados são disponibilizados e utilizados.

DataJornalismo

Em meio a isso, dois comentários de ouvintes do evento: um foi de alguém da plateia na palestra dos professores do NUDI, que sugeriu que essa matéria do acesso a dados do Judiciário é interdisciplinar e envolve também métodos de organização da informação; outro foi em comentário no GT onde apresentei resumo com os resultados de análise sobre aplicação da Lei de Acesso à Informação no site do Tribunal Regional Federal da 3ª Região e constatei que as informações não são apresentadas de maneira convidativa: um professor que assistia chamou a atenção para o fato de a sociedade civil poder pegar os dados disponíveis na forma burocrática e organizá-los de forma amigável.

E daí vêm os links: entre ontem e hoje, descobri dois materiais: um artigo do Observatório da Imprensa sobre o jornalismo de dados, em que os repórteres fazem trabalho parecido com o relatado por vários dos pesquisadores da temática e-justiça – reúnem dados institucionais, mas com auxílio interdisciplinar, o que auxilia e agiliza o serviço – e outro é um site referenciado na mesma matéria do Observatório, o Estadão Dados, que reúne estatísticas e infográficos sobre assuntos de interesse social e político, em formato interativo (o que lembra, inclusive, a proposta governamental do Portal de Dados Abertos, que tem aplicativos semelhantes, mas em menor quantidade).

Basômetro

Um dos aplicativos do Estadão Dados, que interliga estatísticas sobre congressistas e seus votos para mensurar o apoio dos parlamentares ao governo.

Mesmo que, como retrata ironicamente uma tirinha sobre Big Data (tema que também teve palestra no Congresso), o infográfico como única forma comunicacional não seja uma solução, por ora, a interação entre os dados públicos e esse tipo de serviço (por enquanto, aparentemente restrito ao âmbito não governamental) parece bastante interessante para que as informações realmente estejam a serviço de quem tem direito a elas.

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