Qual o papel da Internet na política brasileira?

Por Natália Dalla Pozza.

De que forma a participação política por meio das Tecnologias de Informação e Comunicação vem promovendo o empoderamento dos cidadãos e transformando a democracia? Essa pergunta é o objeto das discussões que estão sendo desenvolvidas pelo projeto Voice or Chatter, de coordenação da organização indiana IT for Chance. No Brasil, quem está responsável pelo desenvolvimento desta pesquisa é o InternetLab, que, no mês de fevereiro deste ano, realizou um evento pautado neste questionamento. No encontro, um dos painéis versava sobre os “Desafios de agir: ativismo e (in)visibilidade na Internet”, o qual, após frutíferas discussões, publicou um relatório com os principais resultados obtidos até o momento.
Devido ao período de agitação política em que o Brasil se encontra, não há espaço para que a inclusão na política seja pensada de forma dissociada da Internet, mostrando-se de extrema necessidade que este campo seja analisado, a fim de aprofundar a experiência democrática vivida por nosso país. Seguindo esta linha, o relatório “#outras vozes: gênero, raça, classe e sexualidade nas eleições de 2016” trouxe informações acerca da dinâmica existente entre as redes e as eleições municipais de 2016. As iniciativas que mais se destacaram foram as plataformas nas quais era possível mapear o perfil de cada candidato e candidata, o qual era desenvolvido após a aplicação de um questionário a eles e elas. Um exemplo é o projeto #merepresenta, que, por meio deste método, permitiu que os eleitores e eleitoras encontrassem candidatos com posições afins, o que foi curiosamente chamado de “mach político”.
Ainda, vale destacar os resultados que foram obtidos com as discussões realizadas no painel “Desafios de ouvir: o futuro da participação e o papel do Estado”. Dentre os principais, encontra-se o fato de que, no Brasil, apenas 50% da população têm acesso à Internet, e umas das preocupações com os usos das TICS gira em torno da representatividade online, o que, devido à limitação de acesso, pode não representar de forma direta os processos que se dão na realidade prática social. Por isso, conclui-se que as ferramentas online devem ser utilizadas de forma complementar às da participação tradicional, pois ainda não há possibilidade de substituí-las sem que parte da população fique excluída dos processos democráticos. Outro resultado que merece destaque é o que apresenta o lado positivo do uso das TICS em momentos políticos como o das eleições, relatando que a busca dessas ferramentas pelos eleitores e eleitoras permite uma maior transparência em relação a quem participou e quais foram os interesses defendidos por cada participante.”

A matéria completa pode ser conferida em: http://www.internetlab.org.br/…/videos-evento-politica-int…/

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