Blog do NUDI em destaque, em 2018.

Destaque

O ano de 2018 mal começou e o Blog do NUDI já está com uma ótima novidade para contar aos seus leitores. Edney Souza, responsável pelo InterNey, realizou uma entrevista com a coordenadora do NUDI, Profª Drª Rosane Leal da Silva, na qual questionou sobre a criação do Blog, as principais fontes de notícia, o relacionamento com os leitores e muito mais.

O Blog do NUDI está em destaque pela forma como dá visibilidade às pesquisas e produções acadêmicas, realizadas pelo grupo desde 2010. Esse reconhecimento, contudo, só é possível graças ao trabalho conjunto desenvolvido pela coordenadora, os administradores e editores do Blog, os pesquisadores e colaboradores, e as articulistas e comentadoras de conteúdo. Os leitores do Blog, que interagem por meio das plataformas online, também são importantes para o nosso crescimento e aprimoramento.

Agradecemos, portanto, todos os envolvidos.

A entrevista na íntegra pode ser acessada através do linkhttps://br.blog.wordpress.com/2018/01/16/blogs-em-destaque-blog-do-nudi/

 

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Nudiana é aprovada no Doutorado da UFMG.

lahisO Núcleo de Direito Informacional tem a satisfação de anunciar a aprovação da nudiana, e também articulista e comentadora de conteúdo do NUDI, Lahis Pasquali Kurtz, no Doutorado da Universidade Federal de Minas Gerais.

Parabéns Lahis!

Resultado final:

http://www.pos.direito.ufmg.br/wp-content/uploads/procsel/2018/resprovaoralredistcorrigidodout.pdf

Nudianos apresentam trabalhos no 4º Congresso Internacional de Direito e Contemporaneidade.

Nos dias 08, 09 e 10 de novembro de 2017, ocorreu o 4º Congresso Internacional de Direito e Contemporaneidade: Mídias e Direitos da Sociedade em Rede, na Universidade Federal de Santa Maria – RS.

Foram três dias de painéis, apresentações de trabalhos e palestras. Os pesquisadores do Núcleo de Direito Informacional, assim como os do Observatório Permanente de Discursos de Ódio na Internet, apresentaram artigos relacionados as pesquisas desenvolvidas nos grupos.

Abaixo alguns registros fotográficos…

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Confira a Pesquisa TIC Domicílios 2016 do CGI.br

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No dia 05 de setembro de 2017 foi noticiada uma nova Pesquisa TIC Domicílios. A pesquisa de 2016, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), aponta estabilidade no número de domicílios conectados por meio de banda larga fixa no país. Acesse o link http://cetic.br/noticia/tic-domicilios-2016-aponta-estabilidade-no-numero-de-domicilios-conectados-por-meio-de-banda-larga-fixa/ e saiba mais!

Somos todos humanos e partilhamos do mesmo destino comum!

O Núcleo de Direito Informacional (NUDI) e seus integrantes, em especial os pesquisadores do Observatório Permanente de Discursos de Ódio na Internet se solidarizam com os acadêmicos Fernanda Rodrigues e Elisandro Ferreira, do Curso de Direito, diretamente atingidos, estendendo sua solidariedade igualmente a todos os estudantes negros indiretamente atacados pelas tristes publicações realizadas na semana que passou.

Repudiamos veementemente toda e qualquer forma de manifestação de ódio! Conclamamos a todos a refletirem sobre nossa humanidade, com respeito à diversidade. Nossas diferenças nos tornam seres únicos e não podem ser motivo de discriminação, preconceito e incitação à violência.

Somos todos humanos e partilhamos do mesmo destino comum!

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Ato contra os discursos de ódio – hate speech – na UFSM.

Texto por Bárbara Eleonora Taschetto Bolzan

Foto por Rafaela Bolson Dalla Favera

Vídeo por Patrícia dos Reis

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Na noite de ontem, quarta-feira, ocorreu no Salão do Júri do CCSH o Ato contra os discursos de ódio, que encerrou as movimentações que vem ocorrendo desde segunda-feira, dia 29 de agosto. O evento contou com a participação da Sociedade Beneficente Israelita de Santa Maria, representada por Bruno Seligman de Menezes, do pós doutorando Mohamed Nadir, que tratou da questão dos muçulmanos, do Coletivo VOE de combate a LGBTfobia, representado por Carolina Bonoto, do Curso de Direito da UFSM, representado por Fernanda Dias e Leonardo Silva, do Diretório Livre do Direito (DLD), representado por Natália Dalla Pozza e do MIGRAIDH, representado pela professora Giuliana Redin. Além dos convidados que compuseram a mesa, a comunidade em geral marcou forte presença.

A Professora e Coordenadora do NUDI, Profª. Rosane Leal da Silva abriu o Ato, agradecendo a presença de todos e reafirmando a importância de se tratar sobre os discursos de ódio. Relembrou que, em meados de 2010, quando da criação do NUDI e do início das pesquisas sobre discursos de ódio, a dificuldade em trabalhar o tema era grande em virtude do desconhecimento acerca do assunto, mas que com o esforço conjunto dos membros os trabalhos avançaram, culminando em publicações e, mais recentemente, no ano de 2016, com a criação do Observatório Permanente de Discursos de Ódio na Internet, dada a necessidade de observação permanente deste tipo de discurso.

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Após, foram abertos os trabalhos da mesa, iniciando pela fala de Bruno Seligman de Menezes, que relembrou os horrores do Holocausto e demonstrou profunda preocupação com a utilização deste fato tão triste com intuito capitalista, bem como reafirmou que a educação é o meio, segundo ele, apto a alterar o cenário de ódio atualmente vivido.

Em seguida, o convidado Mohamed Nadir fez sua participação, classificando o debate acerca dos discursos de ódio como urgente e pertinente. Destacou que não se trata de uma questão conjuntural, mas sim contínuo no tempo e no espaço, e que demanda permanente mobilização, especialmente para que não se repitam tragédias históricas. Mohamed também destacou o discurso como meio promotor de estigmatização, especialmente no que se refere aos muçulmanos, que são vistos como ameaça. Por fim, atentou para os perigos do discurso político que visa instrumentalizar e promover o medo contra imigrantes, muçulmanos, etc., para ganhar votos, e que vem ganhando força no mundo todo.

Pelo Coletivo VOE, Caroline Bonoto ressaltou que o Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo, e que apesar dos dados serem alarmantes, ainda não representam a realidade, em razão do grande número de subnotificações. Referiu que a heteronormatividade opera marginalizando a comunidade LGBT, e que os discursos de ódio servem para lembrar às pessoas colocadas a “margem”, que elas não pertencem ao “centro”. Salientou ainda que o fato dos discursos de ódio serem um problema estrutural não pode servir de escudo, sendo a luta necessária.

Na sequência, Fernanda Dias e Leonardo Silva fizeram suas participações. Eles pontuaram sobre a naturalização que ocorre quando se trata de racismo, que muitas vezes se esconde como meras “brincadeiras”, e que muitas vezes se releva o racismo para ser aceito em dado espaço social. Contudo, o racismo no Brasil é velado, sem autocrítica, conforme destacaram, mas que não devem ser aceitos atos racistas ou discursos de ódio.

Representando o Diretório Livre do Direito, Natália Dalla Pozza destacou a formação do diretório, durante o período da ditadura militar no Brasil, pontuando que os fatos ocorridos este ano são episódios tristes, e que foi feita denúncia a Polícia Federal, bem como estão sendo promovidas atividades diversas no sentido de dar voz e relembrar a fundação do DLD, reafirmando o compromisso do Diretório de que estes fatos não voltarão a acontecer.

Por fim, o evento contou com a fala da professora Giuliana Redin, representando o MIGRAIDH. A professora destacou o caráter estrutural dos discursos de ódio, e que a crise mostra o que está nas estruturas, como se vê atualmente. Relatou as dificuldades encontradas para a implementação das vagas suplementares para refugiados na universidade. Pontuou ainda o forte estigma relacionado com o imigrante, que é tido como ameaça, mas salientou que não são todos os imigrantes que recebem este “rótulo”: os imigrantes europeus têm tratamento diferenciado. Salientou ainda que a Lei de Migrações trouxe avanços, mas não auxilia no espelhamento da sociedade, no sentido de reconhecer o outro pelo outro, o que se mostra um grande desafio.

Após as falas dos convidados, a professora Rosane encerrou os trabalhos, chamando atenção para a necessidade de perceber o discurso de ódio tal como se apresenta, nas suas inúmeras variáveis, e que não se confunde, enquanto categoria jurídica, com outros tipos de conduta. Reafirmou que ainda há muito que avançar neste tema tão importante.

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Convidados e palestrantes da noite.
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Pesquisadores do NUDI e do Observatório de Discursos de Ódio.

O evento foi transmitido ao vivo pela página do NUDI no Facebook e pode ser conferido nos dois vídeos disponibilizados abaixo:

Diga NÃO aos discursos de ódio!

Não ao Discurso de Ódio / No Hate Speech

Neste momento está acontecendo um movimento de repúdio ao discurso de ódio, ou hate speech, por meio do site de rede social Facebook. Participe publicando fotos com a frase “Sou Direito / UFSM e repudio discurso de ódio” ou “Eu repudio discurso de ódio. Diga não…”, mas não esqueça de marcar o Núcleo de Direito Informacional na sua publicação. Trata-se de uma ação de promoção de Direitos Humanos.

Veja quem já aderiu ao movimento:

 

Rosane Leal da Silva Guilherme Pittaluga Hoffmeister Leonardo Trevisan Helena de Franceschi e Natália Dalla Pozza Pedro Silveira Marina Paiva Alves

Pablo Anna Clara

Thaísa Andressa

Camila Jonathan

Bianca Petri Andrey Lamberty

Rafaela Dalla Favera Mariana Pfitscher  Bárbara Bolzan Jéssica Reis

Jéssica Oliveira

Bruna Gindri Camila Dossin Priscila Valduga Dinarte Gislaine Oliveira

nãosei5 Andyara

Cláudia Maria Perrone Olívia Olmos

Patrícia dos Reis

E também…

Marcelo Kümmel Luiz Ernani de Araujo

Cristiano Rafael Santos de Oliveira

Jerônimo nãosei2

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Lara Nunes naosei

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Pedro Gato

Embarque nesse movimento do bem e publique sua foto!